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Parece haver bastante confusão em relação ao reino eterno de Deus. Jesus disse que a razão dos Saduceus não compreenderem a natureza da ressurreição era a falta de conhecimento das escrituras e do poder de Deus. Pedro disse em 2 Pedro 3 que alguns tinham dificuldade na compreensão da remoção do velho céu e da velha terra, e da vinda do novo céu e da nova terra. Quando alguém negligencia deliberadamente o estudo da palavra de Deus, obviamente não vai chegar à verdade.

Daniel 2:44 - Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; nem passará a soberania deste reino a outro povo; mas esmiuçará e consumirá todos esses reinos, e subsistirá para sempre.

Em Daniel 7:13-14, Daniel afirma: 

Daniel 7:13-14 – Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.

O sonho de Nabucodonosor e a visão de Daniel não indicam dois diferentes reinos eternos, mas referem-se ao mesmo reino. Isaías também se refere a este reino em Isaías 2:1-2:

Isaías 2:1-2 - A visão que teve Isaías, filho de Amoz, a respeito de Judá e de Jerusalém. Acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor, será estabelecido como o mais alto dos montes e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.

Então, em Lucas 1:31-33, o anjo disse a Maria:

Lucas 1:31-33 - Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai; e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.

Todas essas profecias se referem a esse reino eterno. Provavelmente uma das razões para tantas idéias diferentes sobre o reino e o tempo de sua criação é a respeito da sua natureza espiritual. Em 1 Coríntios 2:13-14, Paulo disse:

1 Coríntios 2:13-14 – As quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

Os judeus rejeitaram Jesus como o Messias porque ansiavam um rei e um reino físico. Os saduceus em Mateus 22 cometiam o erro de compreensão da ressurreição, porque eles só pensavam em termos físicos. Nicodemos teve problemas com a declaração de Jesus de que para entrar no reino de Deus era preciso nascer de novo. Nicodemos pensava apenas em termos físico, mas Jesus indicou que se tratava de um renascimento espiritual. Por favor, note que o escritor não está dizendo que não havia obediência física envolvida. Jesus disse nascer da água e do espírito. 1 Pedro 3:21 diz:

1 Pedro 3:21 - Que também agora, por uma verdadeira figura-o batismo, vos salva, o qual não é o despojamento da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo,

Jesus disse que esse renascimento é uma obrigação para entrar no reino. Enquanto o homem só pensar em termos físicos, ele não pode compreender a natureza do reino eterno, e, portanto, atrairá muitas conclusões erradas sobre o cumprimento das profecias sobre esse reino. Se o reino de Cristo é espiritual, então a primeiro pensamento deve ser espiritual. Jesus disse a Pilatos em João 18:36-37:

João 18:36-37 – Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. Perguntou-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.

É bastante óbvio que Jesus estava indicando que seu reino era espiritual e não físico. Em Lucas 17:20-21, quando perguntado quando o reino viria, Jesus respondeu:

Lucas 17:20-21 – Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós.

Certa vez, tendo sido interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus respondeu: O Reino de Deus não vem de modo visível, nem se dirá: Aqui está ele, ou Lá está; porque o Reino de Deus está entre vocês.

Paulo em 1 Coríntios 15:50 diz que nem a carne e nem o sangue podem herdar o reino de Deus. Com um conceito adequado da natureza do reino, o tempo não é tão complicado. Todas as objeções de aceitar as declarações de tempo são claramente feitas com base em certos acontecimentos que não tenham acontecido fisicamente. Haviam algumas coisas físicas que estavam previstas para acontecer, e que aconteceram, mas se enxergarmos tudo de uma forma física, então cairemos no mesmo dilema que Nicodemos. Em Hebreus 12:18-29 o escritor compara a Vinda do Sistema da Lei, Antigo Pacto, o Reino israelita no Monte Sinai, com a Vinda do Sistema da Nova Aliança, e para a cidade celestial (espiritual) no Monte Sião. Os versículos dizem:

Hebreus 12:27-28 – As palavras ainda uma vez anunciam o desaparecimento de tudo o que participa da instabilidade do mundo criado, a fim de que subsista o que é inabalável. Visto que recebemos um reino inabalável, guardemos bem esta graça. Por ela, sirvamos a Deus de modo que lhe seja agradável, com submissão e temor.

O Versículo 27 diz que as coisas que podem ser abaladas, serão removidas, e o que não pode ser abalado (o reino espiritual) permanecerá. Uma vez que o escritor está comparando o sistema antigo e tudo o que está envolvido, o templo e sacerdócio, etc, com o novo sistema com o templo espiritual, sacerdócio, etc, seria ilógico esperar uma observação física. Pode-se ver que o templo foi destruído e o sacerdócio removido em 70 DC. Se você realmente acredita em Deus, você pode ter certeza de que Cristo veio em seu reino eterno. Caso contrário, Deus deixou o seu povo, sem uma casa. (Veja 2 Coríntios 5:1-8). Há muitas coisas que são aceitas pela fé. Não se pode ver fisicamente o perdão dos pecados, mas com a obediência física, pode se estar assegurado pela fé que Deus perdoou. Agora olhe para as declarações de tempo. Em Daniel 2:44, Daniel disse: Nos dias destes reis, o Deus do céu estabelecerá um reino. Ao interpretar o sonho, ele diz que Nabucodonosor foi o primeiro dos quatro reinos. O reino eterno deveria ser criado nos dias dos reis do quarto reino.

A maioria concorda que isto ocorreu nos dias do império romano. Agora o que Isaías escreveu:

Acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor, será estabelecido como o mais alto dos montes e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. (Isaías 2:2).

Que Últimos Dias? No versículo 1 ele disse que era a palavra que Isaías viu a respeito de Judá e de Jerusalém. Em Isaías 65:17-18 Deus revela:

Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão: Mas alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que eu crio; porque crio para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo.

Lembra-se de Hebreus 12:18-29, onde o sistema que surgiu no Monte Sinai (Judá e Jerusalém) estava prestes a ser substituído pelo novo Sistema Espiritual, a Jerusalém Celestial? Assim seria nos últimos dias do antigo que o novo seria estabelecido. Agora, para ser um pouco mais específico, olhe para os escritores do Novo Testamento. Jesus disse em Mateus 16:28: Em verdade vos digo que alguns dos que aqui estão não provarão a morte até que vejam o Filho do Homem vindo em seu Reino." Alguns podem dizer que foi no dia de Pentecostes, no entanto Jesus não veio em seu reino no dia de Pentecostes. Pedro disse no sermão de Atos 2 que Pentecostes era o cumprimento da profecia de Joel a respeito de Deus derramando Seu Espírito antes desse grande e glorioso dia. É também o cumprimento da promessa de Jesus de enviar o Consolador, o Espírito Santo, para orientá-los em toda a verdade e também dar-lhes poder para serem testemunhas dele. Jesus disse:

Mateus 25:31-34 – Quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória. E serão reunidas em sua presença todas as nações e ele separará os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e porá as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então dirá o rei aos que estiverem à sua direita: 'Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo.

Quando Jesus disse que ele viria em sua glória com seus anjos? Olhe para Mateus 24:29-34. Jesus disse:

Mateus 24:29-34 – Logo após a tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem e todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória. Ele enviará os seus anjos que, ao som da grande trombeta, reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma extremidade até a outra extremidade do céu. Aprendei da figueira esta parábola: quando o seu ramo se torna tenro e as suas folhas começam a brotar, sabeis que o verão está próximo. Da mesma forma também vós, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que esta geração não passará sem que tudo isso aconteça.

Jesus deu duas pistas. Era para ser imediatamente após a tribulação e antes que aquela geração passasse. A tribulação é o que ocorreu na destruição de Jerusalém em 70 DC. Jesus disse que antes alguns deles morreriam, e que após a tribulação Ele estava vindo em seu reino com os seus anjos, ele dividiria os bons dos maus de todas as nações, e os fiéis herdariam o reino eterno. No Apocalipse, João vê as coisas que brevemente devem acontecer no primeiro século. No capítulo 11 versículo 15, ele diz: E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. Cristo veio em Seu reino eterno e espiritual nos dias daqueles reis, nos últimos dias de Judá e Jerusalém, imediatamente após a tribulação daqueles dias, (referindo-se ao cerco e a destruição de Jerusalém), antes que aquela geração passasse, e antes que alguns dos discípulos morressem. Aqueles que verdadeiramente creem Nele têm a vida eterna e se continuarem a acreditar, nunca morrerão. (João 11:25-26).

Autor: Don K. Preston - dkpret@cableone.net
Tradução: Daniel Plautz

O Reino Eterno

Parece haver bastante confusão em relação ao reino eterno de Deus. Jesus disse que a razão dos Saduceus não compreenderem a natureza da ressurreição era a falta de conhecimento das escrituras e do poder de Deus. Pedro disse em 2 Pedro 3 que alguns tinham dificuldade na compreensão da remoção do velho céu e da velha terra, e da vinda do novo céu e da nova terra. Quando alguém negligencia deliberadamente o estudo da palavra de Deus, obviamente não vai chegar à verdade.

Daniel 2:44 - Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; nem passará a soberania deste reino a outro povo; mas esmiuçará e consumirá todos esses reinos, e subsistirá para sempre.

Em Daniel 7:13-14, Daniel afirma: 

Daniel 7:13-14 – Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.

O sonho de Nabucodonosor e a visão de Daniel não indicam dois diferentes reinos eternos, mas referem-se ao mesmo reino. Isaías também se refere a este reino em Isaías 2:1-2:

Isaías 2:1-2 - A visão que teve Isaías, filho de Amoz, a respeito de Judá e de Jerusalém. Acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor, será estabelecido como o mais alto dos montes e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.

Então, em Lucas 1:31-33, o anjo disse a Maria:

Lucas 1:31-33 - Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai; e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.

Todas essas profecias se referem a esse reino eterno. Provavelmente uma das razões para tantas idéias diferentes sobre o reino e o tempo de sua criação é a respeito da sua natureza espiritual. Em 1 Coríntios 2:13-14, Paulo disse:

1 Coríntios 2:13-14 – As quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

Os judeus rejeitaram Jesus como o Messias porque ansiavam um rei e um reino físico. Os saduceus em Mateus 22 cometiam o erro de compreensão da ressurreição, porque eles só pensavam em termos físicos. Nicodemos teve problemas com a declaração de Jesus de que para entrar no reino de Deus era preciso nascer de novo. Nicodemos pensava apenas em termos físico, mas Jesus indicou que se tratava de um renascimento espiritual. Por favor, note que o escritor não está dizendo que não havia obediência física envolvida. Jesus disse nascer da água e do espírito. 1 Pedro 3:21 diz:

1 Pedro 3:21 - Que também agora, por uma verdadeira figura-o batismo, vos salva, o qual não é o despojamento da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo,

Jesus disse que esse renascimento é uma obrigação para entrar no reino. Enquanto o homem só pensar em termos físicos, ele não pode compreender a natureza do reino eterno, e, portanto, atrairá muitas conclusões erradas sobre o cumprimento das profecias sobre esse reino. Se o reino de Cristo é espiritual, então a primeiro pensamento deve ser espiritual. Jesus disse a Pilatos em João 18:36-37:

João 18:36-37 – Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. Perguntou-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.

É bastante óbvio que Jesus estava indicando que seu reino era espiritual e não físico. Em Lucas 17:20-21, quando perguntado quando o reino viria, Jesus respondeu:

Lucas 17:20-21 – Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós.

Certa vez, tendo sido interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus respondeu: O Reino de Deus não vem de modo visível, nem se dirá: Aqui está ele, ou Lá está; porque o Reino de Deus está entre vocês.

Paulo em 1 Coríntios 15:50 diz que nem a carne e nem o sangue podem herdar o reino de Deus. Com um conceito adequado da natureza do reino, o tempo não é tão complicado. Todas as objeções de aceitar as declarações de tempo são claramente feitas com base em certos acontecimentos que não tenham acontecido fisicamente. Haviam algumas coisas físicas que estavam previstas para acontecer, e que aconteceram, mas se enxergarmos tudo de uma forma física, então cairemos no mesmo dilema que Nicodemos. Em Hebreus 12:18-29 o escritor compara a Vinda do Sistema da Lei, Antigo Pacto, o Reino israelita no Monte Sinai, com a Vinda do Sistema da Nova Aliança, e para a cidade celestial (espiritual) no Monte Sião. Os versículos dizem:

Hebreus 12:27-28 – As palavras ainda uma vez anunciam o desaparecimento de tudo o que participa da instabilidade do mundo criado, a fim de que subsista o que é inabalável. Visto que recebemos um reino inabalável, guardemos bem esta graça. Por ela, sirvamos a Deus de modo que lhe seja agradável, com submissão e temor.

O Versículo 27 diz que as coisas que podem ser abaladas, serão removidas, e o que não pode ser abalado (o reino espiritual) permanecerá. Uma vez que o escritor está comparando o sistema antigo e tudo o que está envolvido, o templo e sacerdócio, etc, com o novo sistema com o templo espiritual, sacerdócio, etc, seria ilógico esperar uma observação física. Pode-se ver que o templo foi destruído e o sacerdócio removido em 70 DC. Se você realmente acredita em Deus, você pode ter certeza de que Cristo veio em seu reino eterno. Caso contrário, Deus deixou o seu povo, sem uma casa. (Veja 2 Coríntios 5:1-8). Há muitas coisas que são aceitas pela fé. Não se pode ver fisicamente o perdão dos pecados, mas com a obediência física, pode se estar assegurado pela fé que Deus perdoou. Agora olhe para as declarações de tempo. Em Daniel 2:44, Daniel disse: Nos dias destes reis, o Deus do céu estabelecerá um reino. Ao interpretar o sonho, ele diz que Nabucodonosor foi o primeiro dos quatro reinos. O reino eterno deveria ser criado nos dias dos reis do quarto reino.

A maioria concorda que isto ocorreu nos dias do império romano. Agora o que Isaías escreveu:

Acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor, será estabelecido como o mais alto dos montes e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. (Isaías 2:2).

Que Últimos Dias? No versículo 1 ele disse que era a palavra que Isaías viu a respeito de Judá e de Jerusalém. Em Isaías 65:17-18 Deus revela:

Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão: Mas alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que eu crio; porque crio para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo.

Lembra-se de Hebreus 12:18-29, onde o sistema que surgiu no Monte Sinai (Judá e Jerusalém) estava prestes a ser substituído pelo novo Sistema Espiritual, a Jerusalém Celestial? Assim seria nos últimos dias do antigo que o novo seria estabelecido. Agora, para ser um pouco mais específico, olhe para os escritores do Novo Testamento. Jesus disse em Mateus 16:28: Em verdade vos digo que alguns dos que aqui estão não provarão a morte até que vejam o Filho do Homem vindo em seu Reino." Alguns podem dizer que foi no dia de Pentecostes, no entanto Jesus não veio em seu reino no dia de Pentecostes. Pedro disse no sermão de Atos 2 que Pentecostes era o cumprimento da profecia de Joel a respeito de Deus derramando Seu Espírito antes desse grande e glorioso dia. É também o cumprimento da promessa de Jesus de enviar o Consolador, o Espírito Santo, para orientá-los em toda a verdade e também dar-lhes poder para serem testemunhas dele. Jesus disse:

Mateus 25:31-34 – Quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória. E serão reunidas em sua presença todas as nações e ele separará os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e porá as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então dirá o rei aos que estiverem à sua direita: 'Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo.

Quando Jesus disse que ele viria em sua glória com seus anjos? Olhe para Mateus 24:29-34. Jesus disse:

Mateus 24:29-34 – Logo após a tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem e todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória. Ele enviará os seus anjos que, ao som da grande trombeta, reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma extremidade até a outra extremidade do céu. Aprendei da figueira esta parábola: quando o seu ramo se torna tenro e as suas folhas começam a brotar, sabeis que o verão está próximo. Da mesma forma também vós, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que esta geração não passará sem que tudo isso aconteça.

Jesus deu duas pistas. Era para ser imediatamente após a tribulação e antes que aquela geração passasse. A tribulação é o que ocorreu na destruição de Jerusalém em 70 DC. Jesus disse que antes alguns deles morreriam, e que após a tribulação Ele estava vindo em seu reino com os seus anjos, ele dividiria os bons dos maus de todas as nações, e os fiéis herdariam o reino eterno. No Apocalipse, João vê as coisas que brevemente devem acontecer no primeiro século. No capítulo 11 versículo 15, ele diz: E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. Cristo veio em Seu reino eterno e espiritual nos dias daqueles reis, nos últimos dias de Judá e Jerusalém, imediatamente após a tribulação daqueles dias, (referindo-se ao cerco e a destruição de Jerusalém), antes que aquela geração passasse, e antes que alguns dos discípulos morressem. Aqueles que verdadeiramente creem Nele têm a vida eterna e se continuarem a acreditar, nunca morrerão. (João 11:25-26).

Autor: Don K. Preston - dkpret@cableone.net
Tradução: Daniel Plautz

Em João 15 Jesus disse: “Eu sou a videira, vós sois os ramos”. Esta declaração é uma das favoritos entre os pregadores, porque é usada para promover a evangelização. Afinal, Jesus disse que se alguém não dá fruto (isto é interpretado como a conversão de outros) são retirados e queimados no fogo! O problema com esta abordagem homilética é que ela ignora o contexto histórico e bíblico, a sitz em leben (situação de vida) de Jesus e seu público. E se realmente queremos saber o que Jesus estava comunicando, nunca podemos ignorar estas questões.

Para a platéia de Jesus, Israel era, e sempre tinha sido, "a vinha do Senhor!" O Senhor tinha tirado Israel do Egito como uma videira estranha, plantou-a na terra, e alimentou-a como sua vinha especial (Salmos 80:8-11). Israel é descrita como uma "videira frondosa, com muitos ramos" que, infelizmente, deu o seu fruto para outros deuses (Oséias 10:1). YHVH lamentou o fato de que Ele havia plantado Israel como uma "vide excelente, uma semente inteiramente fiel", mas ela tinha se transformado em uma planta degenerada (Jeremias 2:20). Em Isaías 5, o Senhor descreveu Israel em detalhes como Sua Vinha amada que Ele havia plantado e protegido. Mas, devido à sua infidelidade, Ele iria tirar a proteção que tinha posto e permitir que as nações entrassem e a queimasse. Isso aconteceu naturalmente, com as invasões assírias e a deportação das dez tribos do norte no século VIII aC.

A figura e o entendimento de Israel como a vinha de YHVH era tão impregnado no pensamento judaico que, na construção do magnífico templo de Herodes, "A porta do interior estava coberta de lâminas de ouro, como já disse, e os lados do muro que a acompanhavam eram dourados. Viam-se no alto ramos de videira do tamanho de um homem, de onde pendiam cachos de uva; tudo isso era de ouro” (Josefo, Guerras, Bk V: 4 Gaalya Cornfeld editor, (Grand Rapids, Zondervan, 1982) 358). Para a mentalidade judaica, portanto, Israel era a vinha! Ela era a vinha do Senhor!

A declaração de Jesus em João 15, então, quando considerada neste contexto cultural e teológico, foi simplesmente impressionante! Era revolucionária. Era subversiva!
Jesus estava redefinindo Israel! Ele estava redefinindo a própria identidade de “a terra”. Como Davies observou: "Há uma espécie de cordão umbilical entre Israel e a terra”.  (WD Davies, O Evangelho e a Terra, (Berkley, University of California Press, 1974 ). Mas, quando Jesus afirmou ser a "vinha" e declarou que aqueles que se recusassem a permanecer (habitar) "nele" seria cortado e jogado no fogo, ele estava inegável e radicalmente afirmando algo que não deveríamos perder de vista.

Como Gary Burge, em um excelente novo livro afirma: "O ponto crucial para João 15 é que Jesus está mudando o local do enraizamento de Israel. A metáfora profética comum (a terra como uma vinha, as pessoas como vinha) agora passa por uma mudança dramática. A Vinha de Deus, a terra de Israel, agora tem apenas uma videira: Jesus. O povo de Israel não pode pretender ser plantado como vinha da terra, não pode ser enraizada na vinha, a menos que eles sejam enxertados em Jesus. Outras videiras não são verdadeiras. Os Ramos que tentam viver na terra, da vinha que se recusa a ser anexada a Jesus serão expulsos (15:6)... o único meio de união à terra é através da videira, Jesus Cristo. "(Gary Burge, Jesus e a Terra, (Grand Rapids, Baker Academic, 2010). Davies constata igualmente que, em João, a discussão do núcleo da esperança de Israel resumida nas palavras ‘vida’ e ‘terra’, agora estão focadas em Cristo. "o conceito de 'vida' ou 'vida eterna' assume um papel significativo. Em nenhum momento está conectado com a terra de alguma forma. Em vez disso, está sempre centrado no próprio Jesus, que neste sentido, tornou-se "a esfera" ou "espaço" onde a vida deve ser encontrada”. (1974, 331). Em outras palavras, enquanto na aspiração nacionalista de Israel a sua esperança era a "vida na terra", em João, Jesus é apresentado como aquele que dá "vida nele!" Davies continua, "todos os conceitos tradicionais, geográficos e outros, que regem a compreensão da "vida" são diminuídos pela centralidade de Cristo." (1974, 332). 

A promessa da terra da Antiga Aliança de Deus para Israel foi cumprida como prometida. Essa promessa de Terra firme era tipológica de coisas melhores, e Cristo cumpriu o que a terra prefigurava. João 15 (e todo o novo testamento) redefine “a Vinha” e a “Terra” prometida completamente. Ele é a Vinha, É nEle que devemos habitar. O sionismo dos dias modernos e o dispensacionalismo estão equivocados em continuar a colocar o foco na terra física.

Autor: Don K Preston
Traduzido por Paulo Tiago Moreira Gonçalves

João 15: Jesus e a Terra Prometida

Em João 15 Jesus disse: “Eu sou a videira, vós sois os ramos”. Esta declaração é uma das favoritos entre os pregadores, porque é usada para promover a evangelização. Afinal, Jesus disse que se alguém não dá fruto (isto é interpretado como a conversão de outros) são retirados e queimados no fogo! O problema com esta abordagem homilética é que ela ignora o contexto histórico e bíblico, a sitz em leben (situação de vida) de Jesus e seu público. E se realmente queremos saber o que Jesus estava comunicando, nunca podemos ignorar estas questões.

Para a platéia de Jesus, Israel era, e sempre tinha sido, "a vinha do Senhor!" O Senhor tinha tirado Israel do Egito como uma videira estranha, plantou-a na terra, e alimentou-a como sua vinha especial (Salmos 80:8-11). Israel é descrita como uma "videira frondosa, com muitos ramos" que, infelizmente, deu o seu fruto para outros deuses (Oséias 10:1). YHVH lamentou o fato de que Ele havia plantado Israel como uma "vide excelente, uma semente inteiramente fiel", mas ela tinha se transformado em uma planta degenerada (Jeremias 2:20). Em Isaías 5, o Senhor descreveu Israel em detalhes como Sua Vinha amada que Ele havia plantado e protegido. Mas, devido à sua infidelidade, Ele iria tirar a proteção que tinha posto e permitir que as nações entrassem e a queimasse. Isso aconteceu naturalmente, com as invasões assírias e a deportação das dez tribos do norte no século VIII aC.

A figura e o entendimento de Israel como a vinha de YHVH era tão impregnado no pensamento judaico que, na construção do magnífico templo de Herodes, "A porta do interior estava coberta de lâminas de ouro, como já disse, e os lados do muro que a acompanhavam eram dourados. Viam-se no alto ramos de videira do tamanho de um homem, de onde pendiam cachos de uva; tudo isso era de ouro” (Josefo, Guerras, Bk V: 4 Gaalya Cornfeld editor, (Grand Rapids, Zondervan, 1982) 358). Para a mentalidade judaica, portanto, Israel era a vinha! Ela era a vinha do Senhor!

A declaração de Jesus em João 15, então, quando considerada neste contexto cultural e teológico, foi simplesmente impressionante! Era revolucionária. Era subversiva!
Jesus estava redefinindo Israel! Ele estava redefinindo a própria identidade de “a terra”. Como Davies observou: "Há uma espécie de cordão umbilical entre Israel e a terra”.  (WD Davies, O Evangelho e a Terra, (Berkley, University of California Press, 1974 ). Mas, quando Jesus afirmou ser a "vinha" e declarou que aqueles que se recusassem a permanecer (habitar) "nele" seria cortado e jogado no fogo, ele estava inegável e radicalmente afirmando algo que não deveríamos perder de vista.

Como Gary Burge, em um excelente novo livro afirma: "O ponto crucial para João 15 é que Jesus está mudando o local do enraizamento de Israel. A metáfora profética comum (a terra como uma vinha, as pessoas como vinha) agora passa por uma mudança dramática. A Vinha de Deus, a terra de Israel, agora tem apenas uma videira: Jesus. O povo de Israel não pode pretender ser plantado como vinha da terra, não pode ser enraizada na vinha, a menos que eles sejam enxertados em Jesus. Outras videiras não são verdadeiras. Os Ramos que tentam viver na terra, da vinha que se recusa a ser anexada a Jesus serão expulsos (15:6)... o único meio de união à terra é através da videira, Jesus Cristo. "(Gary Burge, Jesus e a Terra, (Grand Rapids, Baker Academic, 2010). Davies constata igualmente que, em João, a discussão do núcleo da esperança de Israel resumida nas palavras ‘vida’ e ‘terra’, agora estão focadas em Cristo. "o conceito de 'vida' ou 'vida eterna' assume um papel significativo. Em nenhum momento está conectado com a terra de alguma forma. Em vez disso, está sempre centrado no próprio Jesus, que neste sentido, tornou-se "a esfera" ou "espaço" onde a vida deve ser encontrada”. (1974, 331). Em outras palavras, enquanto na aspiração nacionalista de Israel a sua esperança era a "vida na terra", em João, Jesus é apresentado como aquele que dá "vida nele!" Davies continua, "todos os conceitos tradicionais, geográficos e outros, que regem a compreensão da "vida" são diminuídos pela centralidade de Cristo." (1974, 332). 

A promessa da terra da Antiga Aliança de Deus para Israel foi cumprida como prometida. Essa promessa de Terra firme era tipológica de coisas melhores, e Cristo cumpriu o que a terra prefigurava. João 15 (e todo o novo testamento) redefine “a Vinha” e a “Terra” prometida completamente. Ele é a Vinha, É nEle que devemos habitar. O sionismo dos dias modernos e o dispensacionalismo estão equivocados em continuar a colocar o foco na terra física.

Autor: Don K Preston
Traduzido por Paulo Tiago Moreira Gonçalves

Abordaremos neste artigo a questão do tempo em que todas as profecias escritas seriam fielmente cumpridas. Você percebe que Jesus disse o momento em que toda a profecia seria cumprida? Leia Lucas 21:22. Aqui está o contexto. Jesus estava prevendo a queda de Jerusalém, ver os versículos 5-7. Ao descrever esse evento ele disse que todas as coisas que estavam escritas deveriam ser cumpridas. Aqui estão alguns fatos interessantes.

Lucas 21:20-24 – Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação. Então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade, saiam; e os que estiverem nos campos não entrem nela. Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas. Ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias! porque haverá grande angústia sobre a terra, e ira contra este povo. E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos destes se completem.

O pré-milenista diz que a única parte do Sermão do Monte, (que é Mateus 24 e os paralelos, Marcos 13, Lucas 21), que se aplica à destruição de Jerusalém é Lucas 21.20-24. Eles insistem que o resto fala do nosso tempo, a Grande Tribulação, a restauração de Israel, etc. Porém, há um problema aqui. Quando se admite que Lucas 21:22 fala da destruição de Jerusalém no ano 70 DC, você admite que Lucas 21:32 se refere a geração do primeiro século e por consequencia você está admitindo que não há mais profecias a serem cumpridas! Jesus disse naqueles dias da queda de Israel: “todas as coisas que estão escritas devem ser cumpridas”. Quantas profecias são deixadas de fora do termo todas? Jesus não disse que todas as profecias, exceto algumas seriam cumpridas naquela época. As palavras de Jesus aqui deveriam nos fazer repensar nossos conceitos de profecia. O problema é que estamos tão acostumados a pensar em maneiras literais quando lemos sobre o fim dos tempos e etc, que não conseguimos descobrir o verdadeiro significado bíblico destas idéias. O tempo do fim, por exemplo, não é o fim dos tempos. (Na verdade, esse termo fim dos tempos não existe em qualquer tradução apropriada da Bíblia). Biblicamente, o tempo do fim, quando toda a profecia seria cumprida, foi o fim da Antiga Aliança e o pleno estabelecimento do Novo Mundo da Nova Aliança. Isto é o que as 70 semanas de Daniel dizem, e corresponde perfeitamente com o que Jesus disse sobre quando toda a profecia seria cumprida. Esse é o fim dos tempos que os discípulos perguntaram a respeito em Mateus 24:3. Quando deixamos de lado nossas idéias preconcebidas, olhamos e permitimos que a Bíblia nos diga quando tudo ia acontecer, nós estamos nos aproximando da verdade. Lucas 21:22 não é o único versículo que nos diz quando toda a profecia era para ser cumprida - e todos eles concordam com Jesus em Lucas 21:22. Quando tudo foi cumprido? Na queda de Jerusalém em 70 DC.

Autor: Don K. Preston
Tradução: Daniel Plautz

Quando Tudo Foi Cumprido

Abordaremos neste artigo a questão do tempo em que todas as profecias escritas seriam fielmente cumpridas. Você percebe que Jesus disse o momento em que toda a profecia seria cumprida? Leia Lucas 21:22. Aqui está o contexto. Jesus estava prevendo a queda de Jerusalém, ver os versículos 5-7. Ao descrever esse evento ele disse que todas as coisas que estavam escritas deveriam ser cumpridas. Aqui estão alguns fatos interessantes.

Lucas 21:20-24 – Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação. Então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade, saiam; e os que estiverem nos campos não entrem nela. Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas. Ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias! porque haverá grande angústia sobre a terra, e ira contra este povo. E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos destes se completem.

O pré-milenista diz que a única parte do Sermão do Monte, (que é Mateus 24 e os paralelos, Marcos 13, Lucas 21), que se aplica à destruição de Jerusalém é Lucas 21.20-24. Eles insistem que o resto fala do nosso tempo, a Grande Tribulação, a restauração de Israel, etc. Porém, há um problema aqui. Quando se admite que Lucas 21:22 fala da destruição de Jerusalém no ano 70 DC, você admite que Lucas 21:32 se refere a geração do primeiro século e por consequencia você está admitindo que não há mais profecias a serem cumpridas! Jesus disse naqueles dias da queda de Israel: “todas as coisas que estão escritas devem ser cumpridas”. Quantas profecias são deixadas de fora do termo todas? Jesus não disse que todas as profecias, exceto algumas seriam cumpridas naquela época. As palavras de Jesus aqui deveriam nos fazer repensar nossos conceitos de profecia. O problema é que estamos tão acostumados a pensar em maneiras literais quando lemos sobre o fim dos tempos e etc, que não conseguimos descobrir o verdadeiro significado bíblico destas idéias. O tempo do fim, por exemplo, não é o fim dos tempos. (Na verdade, esse termo fim dos tempos não existe em qualquer tradução apropriada da Bíblia). Biblicamente, o tempo do fim, quando toda a profecia seria cumprida, foi o fim da Antiga Aliança e o pleno estabelecimento do Novo Mundo da Nova Aliança. Isto é o que as 70 semanas de Daniel dizem, e corresponde perfeitamente com o que Jesus disse sobre quando toda a profecia seria cumprida. Esse é o fim dos tempos que os discípulos perguntaram a respeito em Mateus 24:3. Quando deixamos de lado nossas idéias preconcebidas, olhamos e permitimos que a Bíblia nos diga quando tudo ia acontecer, nós estamos nos aproximando da verdade. Lucas 21:22 não é o único versículo que nos diz quando toda a profecia era para ser cumprida - e todos eles concordam com Jesus em Lucas 21:22. Quando tudo foi cumprido? Na queda de Jerusalém em 70 DC.

Autor: Don K. Preston
Tradução: Daniel Plautz

Tanto Jesus quanto Paulo predisseram uma grande apostasia. A razão deste estudo é muito importante, pois a apostasia deveria ser um sinal da vinda do Senhor - quando a apostasia estivesse no auge, o Senhor estaria para vir. Em Mateus 24:10-12 Jesus indicou que a apostasia seria universal! 

No versículo 10, ele disse que "muitos seriam escandalizados" por causa da perseguição. No versículo 11 ele disse que falsos profetas "enganariam a muitos". Em seguida, no versículo 12, ele disse que a iniqüidade aumentaria de tal modo que o amor de muitos esfriaria. Observe o Senhor disse que a "maioria" das pessoas perderia a sua fé. Uma apostasia terrível. Lucas 18:8 apóia isto. Jesus perguntou: “Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”

Jesus estava dizendo que haveria poucos que realmente se manteriam fiéis. A maioria dos cristãos, então, deixaria à fé por causa da perseguição, falsos mestres, iniquidades, etc. A questão é: A apostasia é futura ou não? 

Em 2 Tessalonicenses 2:7 Paulo disse que o espírito da iniqüidade já estava operando quando ele escreveu. Em Mateus 24:34 Jesus disse que os acontecimentos iriam ocorrer naquela geração (primeiro século). Agora, muitos tentam redefinir a palavra geração como "raça de pessoas" tornando assim o cumprimento futuro. Mas esta é uma violação do significado da palavra e do contexto. Quando o termo "esta geração" é usado na Bíblia nunca se refere a uma raça específica de pessoas e nunca se refere a um futuro distante - refere-se a todas as pessoas que vivem naquele momento. 

A apostasia estava para ocorrer na geração de Jesus. O registro do Novo Testamento confirma isso. Romanos lida com grandes problemas dentro do corpo, Romanos 16:17. Da mesma forma os Coríntios. Paulo, escrevendo a todas as igrejas da Galácia, disse: “Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho”, (Gl. 1:6). Colossenses lida com judaizantes tentando "apostatar" os cristãos da sua fé e recompensa. Filipenses alerta para "os inimigos da Cruz". Todos familiarizados com as cartas aos Tessalonicenses sabem da profunda preocupação de Paulo para com a fé daquela comunidade. Paulo instruiu Timóteo, em duas epístolas, para lidar com os ímpios que iriam destruir os fiéis. Hebreus é uma apologética para conter a onda daqueles "uma vez iluminados", mas agora caídos (Hb 6:4). Judas diz que os escarnecedores preditos por Jesus estavam presentes. João lamentou que "muitos falsos profetas têm saído pelo mundo" (1 Jo.4:1) e falou que muitos deles "Saíram dentre nós" (1 Jo. 2:19). O testemunho ininterrupto das epístolas e dos escritores inspirados tentando conter a onda de apostasia e incentivando a fidelidade demonstra que a Grande Apostasia aconteceu na geração do primeiro século, assim como Jesus disse que seria! Posto que a apostasia ocorreu quando Jesus predisse que ia ocorrer, e a apostasia era um sinal da Sua vinda, então a vinda dele ocorreu naquela geração junto com a apostasia.

Autor: Don K. Preston
Tradução: Daniel Plautz

A Grande Apostasia - Mateus 24

Tanto Jesus quanto Paulo predisseram uma grande apostasia. A razão deste estudo é muito importante, pois a apostasia deveria ser um sinal da vinda do Senhor - quando a apostasia estivesse no auge, o Senhor estaria para vir. Em Mateus 24:10-12 Jesus indicou que a apostasia seria universal! 

No versículo 10, ele disse que "muitos seriam escandalizados" por causa da perseguição. No versículo 11 ele disse que falsos profetas "enganariam a muitos". Em seguida, no versículo 12, ele disse que a iniqüidade aumentaria de tal modo que o amor de muitos esfriaria. Observe o Senhor disse que a "maioria" das pessoas perderia a sua fé. Uma apostasia terrível. Lucas 18:8 apóia isto. Jesus perguntou: “Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”

Jesus estava dizendo que haveria poucos que realmente se manteriam fiéis. A maioria dos cristãos, então, deixaria à fé por causa da perseguição, falsos mestres, iniquidades, etc. A questão é: A apostasia é futura ou não? 

Em 2 Tessalonicenses 2:7 Paulo disse que o espírito da iniqüidade já estava operando quando ele escreveu. Em Mateus 24:34 Jesus disse que os acontecimentos iriam ocorrer naquela geração (primeiro século). Agora, muitos tentam redefinir a palavra geração como "raça de pessoas" tornando assim o cumprimento futuro. Mas esta é uma violação do significado da palavra e do contexto. Quando o termo "esta geração" é usado na Bíblia nunca se refere a uma raça específica de pessoas e nunca se refere a um futuro distante - refere-se a todas as pessoas que vivem naquele momento. 

A apostasia estava para ocorrer na geração de Jesus. O registro do Novo Testamento confirma isso. Romanos lida com grandes problemas dentro do corpo, Romanos 16:17. Da mesma forma os Coríntios. Paulo, escrevendo a todas as igrejas da Galácia, disse: “Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho”, (Gl. 1:6). Colossenses lida com judaizantes tentando "apostatar" os cristãos da sua fé e recompensa. Filipenses alerta para "os inimigos da Cruz". Todos familiarizados com as cartas aos Tessalonicenses sabem da profunda preocupação de Paulo para com a fé daquela comunidade. Paulo instruiu Timóteo, em duas epístolas, para lidar com os ímpios que iriam destruir os fiéis. Hebreus é uma apologética para conter a onda daqueles "uma vez iluminados", mas agora caídos (Hb 6:4). Judas diz que os escarnecedores preditos por Jesus estavam presentes. João lamentou que "muitos falsos profetas têm saído pelo mundo" (1 Jo.4:1) e falou que muitos deles "Saíram dentre nós" (1 Jo. 2:19). O testemunho ininterrupto das epístolas e dos escritores inspirados tentando conter a onda de apostasia e incentivando a fidelidade demonstra que a Grande Apostasia aconteceu na geração do primeiro século, assim como Jesus disse que seria! Posto que a apostasia ocorreu quando Jesus predisse que ia ocorrer, e a apostasia era um sinal da Sua vinda, então a vinda dele ocorreu naquela geração junto com a apostasia.

Autor: Don K. Preston
Tradução: Daniel Plautz

A Escatologia da Aliança enfatiza o fato indiscutível de que o NT diz repetidamente que a vinda de Cristo, o fim da idade e a ressurreição estavam perto no primeiro século. Futuristas estão constantemente à procura de atenuar esta linguagem e evitar o poder da palavra. Uma das "válvulas de escape" é o argumentos oferecido do fato de que vários profetas do Antigo Testamento alegaram que o "Dia do Senhor" estava "próximo, à mão, etc," já em seus dias (por exemplo,Ezequiel 30:3; Joel1:15, 3:14; Obadias 14). No entanto, a Segunda Vinda estava mais longe para eles do que para os apóstolos do NT. Por que, então, devemos considerar o uso destes termos no NT como "na mão, perto de, em breve, etc", em seu sentido simples,mas não nestas passagens do Antigo Testamento? 

Resposta: Superficialmente, isso soa como uma sólida objeção contra a Escatologia da Aliança. No entanto, quando olhamos realmente para as escrituras percebemos logo que a oposição se baseia em alguns pressupostos falsos. Além disso, negligencia palavras enfáticas da escritura!

O primeiro pressuposto é que "o Dia do Senhor" é sempre referente à "Segunda Vinda";

Em segundo lugar, admite-se também que o Dia do Senhor deve ser uma vinda do Senhor literal, visível, e corpórea;

Em terceiro lugar, esta objeção ignora o fato de que o AT estabelece uma distinção entre Dias do Senhor que eram iminentes no AT, e o Dia do Senhor, que não estava perto!

A Antiga Aliança predisse o "Dia do Senhor." No entanto, o que não está provado pela oposição é que o dia a ser predito deveria ser uma aparição corpórea e visível do Senhor, ou, que é o mesmo Dia do Senhor previsto no Novo Testamento! Na verdade, não é! Vamos considerar um texto.

Isaías 34 é uma das descrições mais gráficas do Dia do Senhor no AT. Tomada literalmente, poderia descrever a dissolução do cosmos. No entanto, tome nota de vários fatos:

1.) A previsão é contra Edom (v. 8),e as nações;

2.) É o Dia do Senhor;

3.) O pó da terra queimaria dia e noite e para todo o sempre (v. 9, 10);

4.) Os animais selvagens lá habitariam, e as ervas cresceriam por lá!

Alguém pode dizer como a Terra poderia queimar eternamente, enquanto os animais e ervas daninhas cresceriam!? Será que devemos acreditar em animais de fogo?

Quando examinamos Isaías 34 à luz de outras profecias a respeito de Edom, e a progressão da história, certas coisas tornam-se aparentes.

1.) A destruição de Edom deveria ocorrer ao mesmo tempo da destruição das outras nações (Jr 25 / Ezequiel 25);

2.) A destruição de Edom deveria ocorrer pelas mãos dos babilônios (Jeremias 25:9), quando o Senhor rugisse do céu (Jeremias 25:30);

3.) O Dia do Senhor não estava perto de Isaías, todavia, estava perto quando Obadias escreveu (Obadias 15);

4.) Malaquias, o profeta, olhou para a destruição de Edom como uma realidade cumprida, e até usa a linguagem de Isaías 34 para descrever a destruição (Malaquias 1:2)!

5.) Os babilônios destruíram Edom, em 583 a.C., tal como previsto! (New International Standard Bible Encyclopedia Revisado, (Grand Rapids, Eerdman, 1988) idem Edom).

Então, Edom deveria ser destruída no Dia do Senhor. Aquele dia estava próximo quando Ezequiel, Jeremias e Obadias escreveram, e Malaquias diz que Edom havia sido destruída! Profecia cumprida! No entanto, evidentemente, YHVH não veio do céu, o cosmos não foi derretido. A Terra não foi incendiada, e não continua queimando.

Se quisermos ser bons alunos da Bíblia, devemos honrar sua utilização de diferentes tipos de literatura, incluindo a linguagem apocalíptica, metafórica! Que direito temos hoje de negar aos escritores bíblicos o direito de escrever metaforicamente? Observe agora Joel 2-3.

Joel 2-3

Tal objeção oferece Joel como prova de que os escritores do AT previram que o Dia do Senhor deveria ocorrer iminentemente. O que nãopercebem é que Joel falou de dois dias do Senhor! Nos capítulos 1 e 2, anterior ao verso 27 Joel declara que o Dia do Senhor estava próximo. Todavia, no versículo 28, ele diz: “Acontecerá depois”. Depois de quê? Depois do dia que estava perto!

Observe também que em 3:1, ele então diz: “Pois eis que naqueles dias, e naquele tempo”. Ele está se dirigindo agora ao dia "posterior", o dia que viria nos últimos dias. Isto é, por falta de melhor terminologia, “desígnio de iminência." (Termo meu)

Isto é comum no AT. É quando o escritor fala de eventos que estão longe de sua perspectiva, mas ele diz que quando o tempo esperado chega, os eventos previstos estarão próximos. Olhe para Deuteronômio 4:25-26 , por exemplo,

Quando, pois, tiverdes filhos, e filhos de filhos, e envelhecerdes na terra, e vos corromperdes, fazendo alguma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa, e praticando o que é mau aos olhos do Senhor vosso Deus, para o provocar a ira,- hoje tomo por testemunhas contra vós o céu e a terra,-bem cedo perecereis da terra que, passado o Jordão, ides possuir. Não prolongareis os vossos dias nela, antes sereis de todo destruídos. (Dt. 4:25-26)

Este contraste entre um dia do Senhor perto, juntamente com o desígnio nos últimos dias, quando o Dia do Senhor estaria próximo, obriga-nos a perceber várias coisas:

1.) A linguagem do A.T. do Dia do Senhor estava sendo usada metaforicamente, já que os dias próximos foram cumpridos;

2). As instruções de tempo de iminência, em outras palavras, foram objetivas;

3). Os autores do A.T. estavam prevendo outro Dia consumador, que disseram enfaticamente não estava perto de seu tempo.

Significativamente, os escritores do N.T. jamais designaram iminência! Ao invés disso, eles sempre disseram que estavam vivendo nos últimos dias anunciados pelos profetas do A.T. (cf. Mateus 13:17, Atos 3:21-24;Hebreus 1:1-2, 2 Pedro 3:1-2, etc.) Isto é fundamental!

Além disso, tanto o A.T. quando o N.T. ensinam que a Segunda Vinda seria da mesma natureza que o Dia do Senhor no A.T. Jesus disse que viria"na glória do Pai" (Mateus 16:27), o que significa que ele viria como o Pai tinha vindo! YHVH nunca tinha vindo literalmente, visivelmente, e de forma corpórea!)

Para resumir, deixe-me fazer este argumento:

- A vinda de Cristo para estabelecer o Novo Céu e Nova Terra era o dia profetizado por Isaías 64-66 (2 Pedro 3:1-2, 13);

- A vinda de Cristo predita por Isaías 64-66 deveria ser um dia do Senhor, como Dias do Senhor anteriores, um Dia do Senhor histórico, não-literal e não-visível (Isaías 64:1-3);

- Portanto, a vinda de Cristo de 2 Pedro 3 - deveria ser um Dia do Senhor histórico, não-literal, não-visível.

Deixe-me estabelecer a premissa menor: 

“Oh! se fendesses os céus, e descesses, e os montes tremessem à tua presença, como quando o fogo pega em acendalhas, e o fogo faz ferver a água, para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, de sorte que à tua presença tremam as nações! Quando fazias coisas terríveis,que não esperávamos, descias, e os montes tremiam à tua presença”. (Isaías 64:1-3)

Isaías orou para que YHVH viesse para destruir a criação! Ele queria que o Senhor viesse e se manifestasse para as nações. Observe com atenção: ele queria YHVH viesse como Ele veio no passado: " Quando fazias coisas terríveis, que não esperávamos, descias, e os montes tremiam à tua presença " Você entendeu isso?

Notoriamente, YHVH nunca saiu do céu literalmente, visivelmente, e de forma corpórea! Ele nunca tinha descido e destruído a Criação antes! No entanto, o profeta disse que ele tinha feito! Esta é, inegavelmente, linguagem metafórica e hiperbólica para descrever a intervenção de Deus na história. Assim, o A.T. define e descreve a Segunda Vinda como um Dia como os Dias do Senhor no passado.

Agora, para não deixar quaisquer dúvidas, os escritores do Novo Testamento nos dizem enfaticamente que os escritores do A.T. não disseram, ao contrário do que nossos opositores alegam, que a parousia consumadora de Cristo estava próxima! Leia 1 Pedro 1:10-12:

“Desta salvação inquiririam e indagaram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que para vós era destinada, indagando qual o tempo ou qual a ocasião que o Espírito de Cristo que estava neles indicava, ao predizer os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que não para si mesmos, mas para vós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos bem desejam atentar.

Observe que os profetas do A.T. anunciaram a vinda do Messias para a salvaçã oeterna. Mas, para estes profetas do A.T. foi dito que a salvação na vinda do Messias não era para o tempo deles! Por favor, veja Daniel 12:1-13, onde Daniel previu a hora da ressurreição. E, foi-lhe dito que os acontecimentos do tempo do fim não eram para seu tempo! Esta é precisamente a questão em 1 Pedro!

Resumo:

- Os escritores do A.T. disseram que o Dia do Senhor estava próximo. E, o que eles previram que estava próximo estava realmente próximo!;

- A linguagem de proximidade era objetiva, é verdade, e foi cumprida!;

- A linguagem descritiva do Dia do Senhor não foi cumprida literalmente, mas, metaforicamente, nas interveções soberanas de Deus na história;

- No entanto, os profetas do A.T. não disseram que a parousia consumadora de Cristo estava próxima;

- O Dia do Senhor consumador – A Segunda Vinda de Cristo deveria ser da mesma natureza que os dias do Senhor anteriores.

Os escritores do Novo Testamento afirmam com muita clareza de linguagem que a parousia dos últimos dias anunciada pelos profetas, já no primeiro século, estava agora próxima.

Assim, a oposição demonstrou ser baseada em pressupostos falsos, e em afirmações falsas.

Autor: Don K. Preston
Tradução e Adaptação por Paulo Tiago Moreira Gonçalves


Indicações de Iminência no Antigo Testamento

A Escatologia da Aliança enfatiza o fato indiscutível de que o NT diz repetidamente que a vinda de Cristo, o fim da idade e a ressurreição estavam perto no primeiro século. Futuristas estão constantemente à procura de atenuar esta linguagem e evitar o poder da palavra. Uma das "válvulas de escape" é o argumentos oferecido do fato de que vários profetas do Antigo Testamento alegaram que o "Dia do Senhor" estava "próximo, à mão, etc," já em seus dias (por exemplo,Ezequiel 30:3; Joel1:15, 3:14; Obadias 14). No entanto, a Segunda Vinda estava mais longe para eles do que para os apóstolos do NT. Por que, então, devemos considerar o uso destes termos no NT como "na mão, perto de, em breve, etc", em seu sentido simples,mas não nestas passagens do Antigo Testamento? 

Resposta: Superficialmente, isso soa como uma sólida objeção contra a Escatologia da Aliança. No entanto, quando olhamos realmente para as escrituras percebemos logo que a oposição se baseia em alguns pressupostos falsos. Além disso, negligencia palavras enfáticas da escritura!

O primeiro pressuposto é que "o Dia do Senhor" é sempre referente à "Segunda Vinda";

Em segundo lugar, admite-se também que o Dia do Senhor deve ser uma vinda do Senhor literal, visível, e corpórea;

Em terceiro lugar, esta objeção ignora o fato de que o AT estabelece uma distinção entre Dias do Senhor que eram iminentes no AT, e o Dia do Senhor, que não estava perto!

A Antiga Aliança predisse o "Dia do Senhor." No entanto, o que não está provado pela oposição é que o dia a ser predito deveria ser uma aparição corpórea e visível do Senhor, ou, que é o mesmo Dia do Senhor previsto no Novo Testamento! Na verdade, não é! Vamos considerar um texto.

Isaías 34 é uma das descrições mais gráficas do Dia do Senhor no AT. Tomada literalmente, poderia descrever a dissolução do cosmos. No entanto, tome nota de vários fatos:

1.) A previsão é contra Edom (v. 8),e as nações;

2.) É o Dia do Senhor;

3.) O pó da terra queimaria dia e noite e para todo o sempre (v. 9, 10);

4.) Os animais selvagens lá habitariam, e as ervas cresceriam por lá!

Alguém pode dizer como a Terra poderia queimar eternamente, enquanto os animais e ervas daninhas cresceriam!? Será que devemos acreditar em animais de fogo?

Quando examinamos Isaías 34 à luz de outras profecias a respeito de Edom, e a progressão da história, certas coisas tornam-se aparentes.

1.) A destruição de Edom deveria ocorrer ao mesmo tempo da destruição das outras nações (Jr 25 / Ezequiel 25);

2.) A destruição de Edom deveria ocorrer pelas mãos dos babilônios (Jeremias 25:9), quando o Senhor rugisse do céu (Jeremias 25:30);

3.) O Dia do Senhor não estava perto de Isaías, todavia, estava perto quando Obadias escreveu (Obadias 15);

4.) Malaquias, o profeta, olhou para a destruição de Edom como uma realidade cumprida, e até usa a linguagem de Isaías 34 para descrever a destruição (Malaquias 1:2)!

5.) Os babilônios destruíram Edom, em 583 a.C., tal como previsto! (New International Standard Bible Encyclopedia Revisado, (Grand Rapids, Eerdman, 1988) idem Edom).

Então, Edom deveria ser destruída no Dia do Senhor. Aquele dia estava próximo quando Ezequiel, Jeremias e Obadias escreveram, e Malaquias diz que Edom havia sido destruída! Profecia cumprida! No entanto, evidentemente, YHVH não veio do céu, o cosmos não foi derretido. A Terra não foi incendiada, e não continua queimando.

Se quisermos ser bons alunos da Bíblia, devemos honrar sua utilização de diferentes tipos de literatura, incluindo a linguagem apocalíptica, metafórica! Que direito temos hoje de negar aos escritores bíblicos o direito de escrever metaforicamente? Observe agora Joel 2-3.

Joel 2-3

Tal objeção oferece Joel como prova de que os escritores do AT previram que o Dia do Senhor deveria ocorrer iminentemente. O que nãopercebem é que Joel falou de dois dias do Senhor! Nos capítulos 1 e 2, anterior ao verso 27 Joel declara que o Dia do Senhor estava próximo. Todavia, no versículo 28, ele diz: “Acontecerá depois”. Depois de quê? Depois do dia que estava perto!

Observe também que em 3:1, ele então diz: “Pois eis que naqueles dias, e naquele tempo”. Ele está se dirigindo agora ao dia "posterior", o dia que viria nos últimos dias. Isto é, por falta de melhor terminologia, “desígnio de iminência." (Termo meu)

Isto é comum no AT. É quando o escritor fala de eventos que estão longe de sua perspectiva, mas ele diz que quando o tempo esperado chega, os eventos previstos estarão próximos. Olhe para Deuteronômio 4:25-26 , por exemplo,

Quando, pois, tiverdes filhos, e filhos de filhos, e envelhecerdes na terra, e vos corromperdes, fazendo alguma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa, e praticando o que é mau aos olhos do Senhor vosso Deus, para o provocar a ira,- hoje tomo por testemunhas contra vós o céu e a terra,-bem cedo perecereis da terra que, passado o Jordão, ides possuir. Não prolongareis os vossos dias nela, antes sereis de todo destruídos. (Dt. 4:25-26)

Este contraste entre um dia do Senhor perto, juntamente com o desígnio nos últimos dias, quando o Dia do Senhor estaria próximo, obriga-nos a perceber várias coisas:

1.) A linguagem do A.T. do Dia do Senhor estava sendo usada metaforicamente, já que os dias próximos foram cumpridos;

2). As instruções de tempo de iminência, em outras palavras, foram objetivas;

3). Os autores do A.T. estavam prevendo outro Dia consumador, que disseram enfaticamente não estava perto de seu tempo.

Significativamente, os escritores do N.T. jamais designaram iminência! Ao invés disso, eles sempre disseram que estavam vivendo nos últimos dias anunciados pelos profetas do A.T. (cf. Mateus 13:17, Atos 3:21-24;Hebreus 1:1-2, 2 Pedro 3:1-2, etc.) Isto é fundamental!

Além disso, tanto o A.T. quando o N.T. ensinam que a Segunda Vinda seria da mesma natureza que o Dia do Senhor no A.T. Jesus disse que viria"na glória do Pai" (Mateus 16:27), o que significa que ele viria como o Pai tinha vindo! YHVH nunca tinha vindo literalmente, visivelmente, e de forma corpórea!)

Para resumir, deixe-me fazer este argumento:

- A vinda de Cristo para estabelecer o Novo Céu e Nova Terra era o dia profetizado por Isaías 64-66 (2 Pedro 3:1-2, 13);

- A vinda de Cristo predita por Isaías 64-66 deveria ser um dia do Senhor, como Dias do Senhor anteriores, um Dia do Senhor histórico, não-literal e não-visível (Isaías 64:1-3);

- Portanto, a vinda de Cristo de 2 Pedro 3 - deveria ser um Dia do Senhor histórico, não-literal, não-visível.

Deixe-me estabelecer a premissa menor: 

“Oh! se fendesses os céus, e descesses, e os montes tremessem à tua presença, como quando o fogo pega em acendalhas, e o fogo faz ferver a água, para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, de sorte que à tua presença tremam as nações! Quando fazias coisas terríveis,que não esperávamos, descias, e os montes tremiam à tua presença”. (Isaías 64:1-3)

Isaías orou para que YHVH viesse para destruir a criação! Ele queria que o Senhor viesse e se manifestasse para as nações. Observe com atenção: ele queria YHVH viesse como Ele veio no passado: " Quando fazias coisas terríveis, que não esperávamos, descias, e os montes tremiam à tua presença " Você entendeu isso?

Notoriamente, YHVH nunca saiu do céu literalmente, visivelmente, e de forma corpórea! Ele nunca tinha descido e destruído a Criação antes! No entanto, o profeta disse que ele tinha feito! Esta é, inegavelmente, linguagem metafórica e hiperbólica para descrever a intervenção de Deus na história. Assim, o A.T. define e descreve a Segunda Vinda como um Dia como os Dias do Senhor no passado.

Agora, para não deixar quaisquer dúvidas, os escritores do Novo Testamento nos dizem enfaticamente que os escritores do A.T. não disseram, ao contrário do que nossos opositores alegam, que a parousia consumadora de Cristo estava próxima! Leia 1 Pedro 1:10-12:

“Desta salvação inquiririam e indagaram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que para vós era destinada, indagando qual o tempo ou qual a ocasião que o Espírito de Cristo que estava neles indicava, ao predizer os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que não para si mesmos, mas para vós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos bem desejam atentar.

Observe que os profetas do A.T. anunciaram a vinda do Messias para a salvaçã oeterna. Mas, para estes profetas do A.T. foi dito que a salvação na vinda do Messias não era para o tempo deles! Por favor, veja Daniel 12:1-13, onde Daniel previu a hora da ressurreição. E, foi-lhe dito que os acontecimentos do tempo do fim não eram para seu tempo! Esta é precisamente a questão em 1 Pedro!

Resumo:

- Os escritores do A.T. disseram que o Dia do Senhor estava próximo. E, o que eles previram que estava próximo estava realmente próximo!;

- A linguagem de proximidade era objetiva, é verdade, e foi cumprida!;

- A linguagem descritiva do Dia do Senhor não foi cumprida literalmente, mas, metaforicamente, nas interveções soberanas de Deus na história;

- No entanto, os profetas do A.T. não disseram que a parousia consumadora de Cristo estava próxima;

- O Dia do Senhor consumador – A Segunda Vinda de Cristo deveria ser da mesma natureza que os dias do Senhor anteriores.

Os escritores do Novo Testamento afirmam com muita clareza de linguagem que a parousia dos últimos dias anunciada pelos profetas, já no primeiro século, estava agora próxima.

Assim, a oposição demonstrou ser baseada em pressupostos falsos, e em afirmações falsas.

Autor: Don K. Preston
Tradução e Adaptação por Paulo Tiago Moreira Gonçalves